PROFESSORES
| Luis Paulo Baravelli (1942) |
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Luiz Paulo Baravelli estuda desenho e pintura na fundação
Armando Álvares Penteado, entre 1960 e 1962. Gradua-se em
arquitetura pela Universidade de São Paulo, tendo
freqüentado o curso entre 1964 e 1968. O interesse pela
expansão das suas possibilidades artísticas levou-o, assim
como a outros jovens artistas, a aproximar-se de Wesley Duke
Lee, sob cuja orientação aperfeiçoa-se entre 1964 e 1966.
Deste círculo de alunos ligados a Wesley, que incluía José
Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, nasce o projeto
da Escola Brasil:, espaço privilegiado de aprendizado
artístico, aberto ao público heterogêneo de pintores,
escultores, desenhistas ou, simplesmente, curiosos, entre
1970 e 1974. Neste último ano, Baravelli realiza sua
primeira individual, na Galeria Astréia, em São Paulo e, no
ano seguinte, organiza uma grande mostra individual no Museu
de Arte Moderna do Rio de Janeiro. É editor, juntamente com
José Resende e outros artistas, da revista Malasartes, que
circula entre 1975 e 1976, para a qual escreve pequenos
textos no estilo que viria a marcar suas intervenções na
imprensa: uma combinação equilibrada de humor e reflexão
sobre o processo de criação artística. É editor responsável
pela publicação do periódico Arte em São Paulo, com números
vindos a público entre 1981 e 1983 e para o qual colaboram
inúmeros artistas e críticos de destaque na cena artística
nacional. Publica, igualmente, artigos em jornais de grande
circulação, conjugando uma carreira artística em progressivo
desenvolvimento com a divulgação da produção artística no
Brasil, bem como dos debates suscitados pela arte
contemporânea. De grande importância para a compreensão do
cenário nacional, sua produção artística é profundamente
variada. Embora seja comumente lembrado pelos quadros e
painéis recortados, pelo conteúdo narrativo que fomenta a
sua figuração requintada, de gosto formado na apropriação de
certa arte pop americana e inglesa, Baravelli realiza,
igualmente, incursões no campo da escultura e da construção
de objetos. É desenhista e ilustrador de amplo poder
sugestivo, a quem não falta nunca o humor característico,
leve sem jamais ser ligeiro, às vezes mordaz, mas, via de
regra, oportuno.
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